Relato do III Scooter Turismo – Praia de Boracéia

  • Aconteceu: 14 de Abril de 2013
  • Organização: Scooter Clube do Brasil e Emburgman Moto Grupo
  • Distância percorrida: 320km ida e volta (com esticada até Juquehy)
  • Participantes: 11 pessoas, 9 motos.

Amanhece em São Paulo, garoa e frio de 16Cº, após um dia de muita chuva, nada convidativo para um passeio de scooter, ainda mais para o litoral, com previsões de estiagem e temperaturas mais amenas, um pequeno grupo criou coragem de sair da cama e foram para o III Scooter Turismo – Praia de Boracéia, litoral norte de são Paulo, passeio voltado a explorar e demonstrar locais conhecidos e alguns nem tanto para scooteristas que querem dar uma fugida da capital.

A empolgação durante a divulgação era grande, estimava-se pelo menos 40 participantes, um número grande para um trajeto longo, mas que não se confirmou devido ao clima.

Saímos pontualmente as 8:30 debaixo de garoa, com motos mistas no comboio, 125, 250 e uma 650 além de 2 motos. Estrada vazia e após uma breve parada em Bertioga para mostrar as entradas e possibilidades de praias pouco conhecidas como a Praia Branca-Guarujá e compra de peixes frescos no mercado do porto.

Continuamos e após 2:40h chegamos ao destino, a praia de Boracéia, de areia fina e branca, extensa e de larga faixa de areia, possui campings, mercado restaurantes e comércio local, não é muito badalada e pouco visitada pelo pessoal VIP que gosta de praias mais badaladas como Maresias.

Estava abafado e sem chuva (que ficou apenas no trecho da serra do mar na ida e na volta), alguns foram molhar os pés e ficamos batendo papo depois de tomar um café, estávamos sem fome e o pastel  (é, o famoso pastel de 500g de Bertioga) ainda poderia esperar, convidamos a  todos  para uma esticada a Praia de Juquehy já em São Sebastião.

No meio do caminho fica a praia da Juréia, praia deserta, extensa de uns 4km, estreita faixa de areia fechada pela mata de restinga, com acesso somente pelas suas pontas, por estrada de terra, que não estava muito convidativa.

Continuamos e entramos na cidade que já é bem visitada, com bares e lojas de alto padrão, condomínios e casas de muros altíssimos; seguimos pela estradinha paralela a praia rumo a um mirante, seu acesso tinha algumas pedras e buracos em um pequeno trecho íngreme.

Todos passaram meio assustados, mas foi tudo bem, a recompensa uma vista privilegiada do nosso lindo litoral, faltou um pouco de sol, mas nada que ofuscasse a beleza de um passeio que fazemos para mostrar que mesmo com scooters pequenas se consegue ir a alguns locais mais distantes e que a temida subida da serra do mar pela imigrantes não é tão feia assim.

Texto de Alex Valdarnini – SCB