Scooter Dafra CityCom 300i

Com o trânsito urbano piorando a cada ano, a população começou a olhar as motos como um meio de transporte ágil e barato. As vendas decolaram de forma exponencial e pessoas comuns deixaram o deficitário transporte público (ou mesmo seus automóveis), e passaram a procurar alternativas práticas de transporte, confiáveis, fáceis de pilotar e de custo reduzido, exatamente o que um scooter oferece.

Depois da parceria com a Haojue (fabricante das motos Suzuki na China), BMW Motorrad (na montagem da G650), TVS Motors Company (terceira maior fabricante de motos na Índia), a Dafra surpreende com mais uma parceria, a SYM (fabricante de Cubs, Atvs e Scooters em Taiwan).

O primeiro produto desta nova parceria é o Dafra CityCom 300i, um “middle-scooter” com câmbio CVT, design atual e bom nível de acabamento.

Sua bolha é alta e não conta com ajustes, o painel é bonito e completo e possui marcador de gasolina, um hodômetro parcial, relógio, marcador de temperatura, conta-giros e velocímetro.

Logo ao sentar-se, temos a agradável surpresa de um banco largo e confortável para piloto e garupa, os pés ficam bem posicionados e protegidos, os comandos do guidão estão ao alcance das mãos e os botões têm bom tato.

O escudo frontal interno conta com contato de ignição com shutter-key; e pela mesma é possivel ainda a abertura do banco. O porta luvas com chaves é pequeno, porém tem uma utilíssima tomada para ligar um GPS ou carregador de celular. Externamente existe um gancho retrátil para pendurar sacolas leves.

No espaço embaixo do banco, é possível colocar uma mochila grande tranquilamente, mas faz falta uma forração para proteger pequenos objetos e só cabe um capacete integral. Uma falta grave é a ausência de um gancho (ou suporte) para prender um segundo capacete.

 

Neste mesmo espaço, temos um item inusitado e bem vindo: a presença de uma chave corta-ignição que impossibilita, ou pelo menos atrapalha, que os amigos do alheio a levem.

Seu motor de 266,8cc de único cilindro tem 23 cv de potência e é alimentado por injeção eletrônica e arrefecido com refrigeração líquida. Este motor privilegia o torque em baixas e médias rotações e obteve o consumo em nosso circuito padrão de 24 km/l e seu tanque, de 10 litros, nos mostra uma autonomia teórica de 240 km. Um bom número para seus 184 kg a seco.

Freios a disco simples com 260 mm de diâmetro e pistão duplo em ambas as rodas, utilizam flexíveis de freio do tipo aeroquip e param o scooter de forma segura, auxiliados pelos pneus esportivos na medida 110 /70-16 na dianteira e 140 /70-16 na traseira. Para os iniciantes fica o alerta até o costume : no freio traseiro use apenas 2 dedos … ele é muito eficiente !

Os pneus de 16” oferecem ao Citycom a mesma segurança que uma moto ao trafegar em ruas e estradas esburacadas, ao contrário das scooters pequenas que utilizam rodas de 10” a 12” e sofrem em pisos de má qualidade.

Na cidade

Para resumir o Citycom na cidade, precisamos de somente duas palavras: praticidade e segurança.

O porte médio do Citycom chamou muita  atenção no trânsito. Foi interessante observar o quanto os motoristas de carro respeitam os scooters; abrindo passagem sem cara feia nos congestionamentos que foram facilmente superados.

O cambio CVT proporciona uma arrancada vigorosa e sem trancos (fiquei com saudades ao voltar a pilotar minha moto com câmbio tradicional).

Seu baixo centro de gravidade otimizado pelo posicionamento do tanque de gasolina sob o piso, torna esse scooter fácil de pilotar em baixas velocidades, ajudado pelo grande ângulo de esterço do guidão que possibilita manobrar entre os veículos parados nos corredores próximos aos semáforos (mesmo com meus 1,85m, o guidão não bate no joelho ao esterçar). Deve-se ter cuidado com os retrovisores e com o escapamento.

Ter espaço para acondicionar mochila com notebook, capa, bota de chuva e ainda sobrar espaço para colocar mais algumas tralhas, sem a necessidade da instalação de um baú preso à traseira, só um scooter pode oferecer.

Na Estrada

O Citycom surpreendeu nas auto-estradas, conseguindo manter com folga os 120 km/h. O motor, em conjunto com o CVT, oferece uma boa retomada e mantém a velocidade mesmo em subidas íngremes.

Suas rodas grandes, auxiliadas pela suspensão macia, absorveram todas as irregularidades sem oscilações mesmo contornando curvas fechadas de serra.

Os freios não mostraram fadiga mesmo quando solicitados seguidamente, inclusive deve-se ter o cuidado para não travar o pneu traseiro nas frenagens.

A noite foi possível conferir a ótima iluminação dos faróis e do painel, que permitiu visualizar claramente as informações. A lanterna traseira também oferece uma boa visualização pelos outros veículos, bem como seus piscas.

Pontos em destaque

POSITIVO

  • Presente no produto, todos os sensores que evitam o acionamento do motor, ou ainda seu funcionamento, quando o apoio lateral está aberto. É comum termos uma série de acidentes com os scooters, por uma aceleração desnecessária com o veículo apoiado em seu apoio lateral!
  • O sistema da pedaleira traseira, além de esteticamente agradável, tem um acionamento diferenciado, feito um canivete do tipo automático, que colabora com o conforto do garupa.
  • Integrado à luz espia das setas, temos um som bem audível e intermitente, que faz com que não se esqueça os piscas ligados.
  • Possui lampejador.

NEGATIVO

  • O parabrisa é um pouco ondulado, deformando as imagens vistas através deste. Dependendo da altura do condutor, a linha de visão poderá ser a mesma do acabamento superior, fazendo que se tenha que, em certas situações, ficar subindo e descendo a cabeça.
  • As alças traseiras são um pouco anguladas, tornando-se desconfortáveis para um garupa mais temeroso.

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NOTA : Texto de Claudinei Cordiolli publicado em 04/12/2010 no site MOTONAUTA.com.br